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Página pessoal de João Leal
E24 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 20 Abril 2009 11:42

Vi esta opinião no blog Terrear no dia 9 de Abril fazendo o meu comentário no mesmo. Devido a todo o trabalho que tenho tido no que diz respeito a aulas, mestrado,… tenho estado muito tempo sem actualizar este site. No entanto, julgo que este texto de uma pessoa que admiro muito deve constar do meu site e é uma honra poder fazê-lo:

 

Quando ouvi a proposta dos pais, através da CONFAP, para que as escolas passassem a estar abertas 12 horas por dia e, de seguida, conheci a resposta positiva do Ministério da Educação, dei comigo a pensar que o melhor seria propor já, numa atitude politicamente muito mais arrojada, a escola aberta 24 horas por dia.

 

Atendendo às dificuldades das famílias para que pais e filhos se encontrem, que não seja para dormirem sob o mesmo tecto (é esta a nova definição de família), atendendo à necessidade dos pais obterem rendimentos que permitam um “nível de vida adequado aos tempos modernos”, trabalhando mais e mais horas em empregos quantas vezes instáveis, atendendo ainda ao tipo de vida que criámos nas cidades, em que nos levantamos com o sol e chegamos a casa depois dele se ter deitado, consumindo três e quatro horas em transportes que vão furando por entre um caótico trânsito, atendendo às exigências e às dificuldades que hoje representa a educação de uma criança e de um jovem, …claro que os pais têm toda a razão e, por isso, o Ministério da Educação, que existe também para lhes agradar, também tem.

 

Mas o que não estamos a perceber é que esta exigência, que já se seguiu a outras de apenas 8 horas, é uma exigência em progresso, que ainda está na sua fase larvar e que vai chegar (quanto tardará não sei, talvez uns trinta anos, cinquenta, quem sabe) a uma fase madura e muito mais perfeita: a E24, ou seja, a escola aberta 24 sobre 24 horas. Além de se poderem apoiar os pais de um modo muito mais consistente e continuado, sem quebras de ritmo, podendo a escola finalmente incluir no seu currículo as tão proclamadas educação do consumidor, educação sexual, educação do consumo, educação da saúde, educação da autoridade (há tanta falta dela!), educação rodoviária, educação ambiental, educação para os media, educação para a sustentabilidade, educação para a paz, educação para as artes, e tantas outras e tão necessárias educações, sem atropelos desnecessários, além disso, os pais também poderão ganhar a sua vida à vontade, passear e descansar do cansaço do trabalho permanente, constituir novas e renovadas famílias sempre que necessário, além de deixar de ser problemática a perda de quatro ou cinco horas diárias nos trajectos casa-empregos-casa.

 

Ao Estado, como é óbvio, esta pretensão dos pais vem de encontro a um velho desejo de se transformar na grande oportunidade social educadora de todos os cidadãos, sem favorecer as desigualdades sociais, acolhendo todos, sem excepção, 24 horas por dia. Finalmente, alcança-se a tão almejada igualdade de oportunidades, ricos e pobres poderão ter, de uma vez por todas (como gostamos desta expressão!), acesso à mesma educação de qualidade, garantida pelo Estado. Podemos dizer que as escolas, aí sim, serão instituições verdadeiramente educadoras e capazes, melhor, totalmente capazes. Os professores no desemprego poderão ser contratados, todos poderão ser melhor proletarizados, em ambientes e ritmos de trabalho mais cronometrados pelo Ministério da Educação.

 

Num contexto de tanta incerteza social, que mais e melhor poderíamos pedir? Se a escola pública se oferece para ser uma instituição total, que totalmente ocupa os nossos filhos e netos, que mais poderíamos ansiar como educadores? Se obtemos a sua segurança, a sua educação escolar e o seu pão, que melhor poderemos crer ter? E se a escola agora até acolhe os avós, cada vez mais dependentes e em cima das nossas costas até uma tão avançada idade, nós que temos de trabalhar mais e mais, que melhor instituição poderia haver para acolher, em novas dinâmicas intergeracionais, crianças e avós, 24 horas por dia?

 

De facto, a E24 é a grande solução social do futuro. Famílias não haverá (e para que é que deveria haver, se os pais não ligam nada aos filhos e os filhos aos pais, se as famílias se fazem e desfazem ao ritmo dos bonecos de neve), os empregos serão cada vez mais precários, incertos e mal pagos (e para quê ser diferente se podemos agora combinar dois e três turnos?), o isolamento das pessoas e sobretudo das mais pobres e sós será ultrapassado (poderemos ficar sós todos juntos e a todo o tempo, em instituições de acolhimento verdadeiro!). As novas instituições E24 são o futuro por que tanto ansiamos. E o Ministério da Educação português, a pedido dos pais, oferece-nos, por antecipação, este futuro. Portugal mantém, assim, o seu perfil de povo inovador, gente de sensacionais descobertas, que abre novos mundos ao mundo!

 

Que mais e melhor poderei eu dizer? Viva a E24, a verdadeira revolução da educação promovida pelo Estado, a pedido dos pais!

 

PS: se alguém considerar este texto exagerado, peço apenas que sobreviva uns cinquenta anos, o que comigo já não ocorrerá!

 

Joaquim Azevedo

9 de Abril de 2009

 

 

 

Actualizado em ( Quinta, 23 Abril 2009 09:00 )
 
Software Livre?? PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Terça, 07 Abril 2009 23:06

Nos EUA

 

O Departamento de Saúde e Serviços Sociais do governo norte-americano vai contar com software open-source para a construção da rede nacional de informação sanitária prometida por Obama.

A sua utilização, segundo a administração de Barack Obama, promete melhorias substanciais na forma como os doentes são acompanhados.

A imprensa norte-americana frisa que a escolha de software livre para a rede NHIN-CONNECT prende-se essencialmente com o facto de aquele tipo de sistemas ser mais rentável, para além de ser compatível com a extensa variedade de sistemas operativos existentes nas 26 agências governamentais que terão de operar com a rede.

 

No Brasil

 

O Governo brasileiro poupou 370 milhões de reais (cerca de 123,8 milhões de euros) recorrendo a aplicações de software livre, segundo valores apurados pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), vinculado ao Ministério da Fazenda brasileiro.

A utilização de licenças de código aberto para sistemas operativos, browsers, programas de correio electrónico e outras aplicações permitiu economizar o correspondente ao dobro dos investimentos feitos no desenvolvimento dos programas da declaração do imposto de renda ou o equivalente a cerca de um quarto do orçamento anual do Serpro, considerado o maior serviço de processamento de dados da América do Sul.

O cálculo das poupanças não tem em consideração os possíveis gastos com a manutenção dos programas, os totais poupados com o uso de programas feitos sob medida e a dispensa de aquisição de licenças para novas redes.

 

 

Se juntarmos a isto estas notícias:

 

Em Espanha:

 

 

 

Em Portugal:

 

 

 

 

Poderemos retirar as nossas conclusões.

 

 

 

 
Workshop sobre Comunidades de Aprendizagem PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Quarta, 25 Março 2009 22:06

Pequeno Workshop sobre Comunidades de Aprendizagem e as Novas Tecnologias de Informação e Comunicação.

 

Pequena palestra/debate/aprendizagem sobre as Comunidades de Aprendizagem tão debatidas e faladas no mundo da Educação.


Limite de assistência de 20 professores.


Sala 15, dia 27 de março pelas 15 horas.

 

Apenas para professores.

 

 
Workshop sobre Software Livre PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Quarta, 25 Março 2009 22:05
 
Novos concursos e mudanças: PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Terça, 10 Março 2009 20:33

Infelizmente com a notícia que leio no SOL, confirma-se o que tenho vindo a afirmar ultimamente: ESTES SÃO OS ÚLTIMOS CONCURSOS A NÍVEL NACIONAL!

Para quem leu atentamente a última entrevista da Ministra da Educação à Visão percebia isso muito claramente na última resposta e na última frase. Aqui temos a “quase-confirmação”. Resta o PS ganhar as próximas eleições.

Melhores grupos, segundo se depreende da notícia, serão: Educação Especial, 1º Ciclo, Espanhol e Informática.

Julgo que mesmo assim, estamos a caminhar ainda mais para o abismo.

 

Resta-nos aguardar!

 

Desejo a maior sorte do mundo a todos.

 

Um site muito bom e sempre actual sobre os concursos é: Professores Lusos.

 

 

A notícia do Sol:

 

São mais 2.600 as vagas que, este ano, vão permitir a professores contratados entrarem para o quadros do Ministério da Educação. O concurso arranca esta sexta-feira, com um total de 20.603 vagas para colocações de quatro anos, mas pode ser o último.

Valter Lemos, secretário de Estado da Educação, não esconde que «foi aberto caminho» para uma maior autonomia das escolas na gestão dos recursos humanos e que isso pode levar a que em 2013 a colocação de docentes já não se faça através de uma lista nacional ordenada por uma graduação.

O primeiro passo para que sejam as escolas a contratar directamente os professores será dado já este ano, com as escolas mais problemáticas – as 59 escolas, integradas em Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP) – a realizarem os seus concursos, com critérios próprios.

«O próximo Governo tem os instrumentos para que possa não haver concurso com lista de graduados em 2013», afirmou o governante, num encontro com jornalistas, sublinhando, porém, que essa será «uma opção política» sobre a qual a actual equipa ministerial não se quer pronunciar.

Apesar disso, Valter Lemos garante que o «Ministério da Educação tem de manter um fortíssimo apoio às escolas na colocação dos professores», assegurando seu «acompanhamento, fiscalização e garantia do sistema».

A grande novidade do concurso nacional deste ano é, contudo, a extinção dos Quadros de Zona Pedagógica (QZP), onde neste momento estão colocados cerca de 30 mil docentes.

«Os QZP mantêm os direitos que tinham. Há é uma oportunidade de passar para uma situação mais estável [para os Quadros de Escola]», garantiu Lemos.

Outra novidade é a criação de uma Bolsa de Recrutamento onde as escolas poderão, ao longo do ano lectivo, recrutar directamente docentes para necessidades especiais.

Espanhol e educação especial com mais vagas novas

A Educação Especial é o grupo onde o Ministério da Educação vai abrir mais vagas novas. Depois de, no concurso de 2006, terem sido criadas 2.200 vagas, este ano o Ministério vai contratar mais 937 professores, a maior parte dos quais para o 1.º ciclo.

Também para o 1.º ciclo, vão ser contratados professores de apoio pedagógico para todas as escolas. «Pela primeira vez, vai haver um ou mais professores para dar apoio educativo em cada escola», anunciou Valter Lemos.

Outro grupo onde a procura de docentes vai aumentar quase 200% é o de Espanhol – para o qual o Ministério vai abrir 220 novas vagas.

A necessidade de professores de Espanhol é tanta que o Governo já tem preparada uma portaria que prevê que os docentes de outras línguas que tenham tirado a variante ‘Espanhol’ na Universidade ou que possuam o nível C do Instituto Cervantes possam ser considerados habilitados para leccionar esta disciplina.

A necessidade de professores de novas tecnologias vai ainda levar à abertura de 645 vagas para o grupo de informática.

 

 
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